Se essa rota fosse minha

Conselheiro Lafaiete

29/03/2016

Em uma viagem por Minas Gerais nos idos de 1881, dom Pedro II pernoitou na Vila Real de Queluz, hoje Conselheiro Lafaiete. Para alegrar a visita do imperador, o violeiro João de Souza Salgado foi convidado a realizar uma serenata e a apresentar à comitiva portuguesa um instrumento musical típico da região. Estava feita a fama da Viola de Queluz. Nos meses seguintes, vários exemplares foram vendidos a pessoas da Corte. Diante de tamanho interesse, o vilarejo chegou a ter 15 fábricas artesanais entre o fim do século XIX e o início do XX. Atualmente, a viola é reconhecida como patrimônio imaterial do município e um dos poucos luthiers a manter viva essa tradição é Régis Gonçalves.

A cidade que hoje leva o nome de seu mais ilustre morador - o conselheiro Lafayette Rodrigues -, encanta os visitantes não apenas com a boa música, mas também com fazendas coloniais, igrejas barrocas e alguns casarões centenários. Para tornar a visita a Lafaiete ainda mais agradável, vale conferir o acervo do Museu e Arquivo da Cidade, que funciona no prédio da antiga cadeia pública.

 


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